22 de abril de 2010

Quero viver, não reviver...


Tantas vezes que abri este blog… Para ler, para matar saudades, para recordar e para tentar escrever, mas nunca o fui capaz de fazer… Porquê? Simplesmente porque não consigo perceber porque estamos longe, porque sinto a vossa falta, sinto falta daqueles momentos… dos nossos, que ninguém entendia mas que nos faziam tão bem! Abrir este blog consome um bocadinho de mim, as lágrimas são inevitáveis, de alegria, de tristeza… Sei lá!!
Dava tudo para viver um minuto que fosse no tempo em que éramos nós!
Dizem que deixamos um bocadinho de nós com as pessoas que nos marcam, por vezes, eu acho que me deixei por completo, não reconheço a Sílvia de outrora… Onde anda ela???
Tenho saudades… Saudades dos jogos de lepra que não terminavam nunca, saudades das horas de estudo onde percorríamos o youtube de A a Z e fazíamos Karaokes que não lembra a ninguém e no final já nem sabias qual era o exame para que tínhamos de estudar… Saudades da minha cama cheia de slugs a desvendarem os mistérios e as intimidades mais sórdidas, muita coisa foi discutida dentro daquelas quatro paredes… Saudades das minis, do marlboro, do sudoku que enervava a Diana, saudades do exercício físico de GPS na mão, saudades de tentar compreender como é que alguém podia ter tão poucos cabelos na cabeça e o corpo repleto dessas coisas horrendas, saudades de usar o Evandro como objecto de estudo… Saudades das directas para as aulas de contabilidade, saudades das zangas porque a Maria só via a AAC como local de sair à noite, saudades das idas ao psicológico as 6h da manhã… Saudades dos grandes petiscos no Tapas, saudades de tirar fotos em cantos escuros com homem a parar o carro a perguntar se podiam ser úteis enquanto a Diana gritava que tinha luzes no cú, saudades do homem do WC que tentava descortinar os nossos segredos mais íntimos, saudades das minhas aventuras no WC, saudades de vos ouvir a dizer coisas lamechas sempre que o meu telemóvel tocava, saudades de atender o telemóvel e ouvir alguém dizer já disse hoje que gosto de ti… Saudades dos meus monstrinhos e das jantaradas em minha casa, saudades de ser feliz…
Vocês sempre foram o meu apoio, a minha força, a coragem… Sempre me apoiaram mesmo quando eu não estava certa! Mesmo quando deitei tudo a perder vocês chegaram e disseram estamos contigo em tudo… Quando decidi ir embora não houve grandes despedidas pois não era para ficar por ali, e eu não quero que fique…
Slugs tenho o peito a rebentar, preciso tanto de falar… Preciso tanto de vocês, ninguém me conhece tão bem! Quando tento falar no quer que seja levo sempre com a celebre frase “já estás a fazer filmes…” com vocês nem preciso dizer nomes nem explicar nada porque vocês já sabem e mesmo antes de dizer o quer que seja vocês já perceberam o que se passa e têm sempre a palavra certa…
Vamos passar um fim-de-semana em Coimbra? As três…